Posted by Diego Jorge de Oliveira On 18:07


Genero: Ação/Artes Marciais
Diretor: Joe Cheung
Elenco: Bai Jing, Yu Shaoqun, Kara Hui, Yuen Wah, Yuen Qiu, Colin Chou

Sinopse:

Existe várias escolas de Artes Marciais Chinesas e suas histórias, remotam a décadas, se não, séculos. Wing Chun que tem suas diferenças, é muito popular e uma das mais praticadas. "Kung Fu Wing Chun" conta a história da origem e o desenvolvimento do Wing Chun.

Yim Wing Chun, nasceu em Guangdong, é jovem e charmosa, com um forte senso de justiça. Sua mãe morreu quando ainda era muito nova, Wing Chun e sua prima, Ying Chun cresceram com seu pai, Yim Yi que comanda um popular restaurante na Montanha Da Liang.

Tudo ia bem na casa Yim, até que um vilão local, Gao Shing, que quer se casar com Wing Chun, a força. Wing Chun tenta revidar, mas em vão. Quando Wing Chun quase não sabe o que fazer, então se depara com Ng Mui, uma freira que é altamente qualificada em artes marciais, que decide ensiná-la seu estilo novo.
Dará tudo certo para Wing Chun?

Assistir Kung Fu Wing Chun 2010 Online:


Aviso:
O Video acima, foi postado apenas para Degustação
Se gostou do filme, faça sua parte e compre-o

Posted by Diego Jorge de Oliveira On 01:13
Olá Artista Marcial/Esportista (ou aspirante a alguma delas)

Hoje, novamente vou expor opiniões, fatos, críticas e outros em um novo post

Tudo que vou escrever aqui, você pode não concordar (ou talvez vá) o importante, é que você pode comentar/criticar/etc, quando quiser... então vamos lá!

Você parou pra pensar, o quanto tempo você tem de treino?, quantas vezes você fez aquele Kati/Kata/Taolu ou quantas vezes fez aquele soco com esquiva, ou aquela técnica específica?
Já parou pra pensar também, naquela técnica que você defendeu com maestria o soco de seu parceiro de treino, que lhe socava com um sorriso no rosto e nem usava tanta força assim, será que ela seria efetiva na vida real?

Deixe que eu simplifique por favor..
Hoje.. em pleno 2013, época da tecnologia e armas de fogo, é difícil pensar que alguém vá sozinho contra você sem uma arma (branca no mínimo) mas é claro que é provável de acontecer, pensando assim, vamos imaginar um cenário hipotético:

Um homem com uma estatura maior do que a sua, que amedronta as pessoas só no olhar, venha pra cima de você com um soco/chute/queda.. será que AQUELA técnica/defesa/contra-ataque que você treinou dando risada, funcionaria em um cenário desse? será que você não deveria ter treinado um pouco mais sério ou mais voltado pra realidade?

O Fato é, MUITAS (muitas MESMO) academias mostram a "beleza" da técnica, alguns até mostram a real efetividade dela, mas são poucas que fazem com que você treine arduamente contra um oponente que vem pra cima de ti, abalando seu psicológico e te deixam pronto pra uma situação real de agressão.

Motivo?, simples... medo da perda de alunos, medo de alunos se machucarem, ou infringirem dor em outras pessoas, medo de perder dinheiro... (e por aí vai desencadeando uma série de motivos) no que resulta em várias pessoas treinando uma coisa bonita que não funciona (as vezes nem sabe pra que serve)

E como saber se o que eu treino funciona?, bom, vou te passar alguns passos pra VOCÊ mesmo poder melhorar...
Primeiro, é saber que o que você treina é aplicado, se você SABE pra que serve aquela técnica.
outra coisa, é saber se tem treinos de luta na sua academia, afinal, não adianta fazer por fazer, se você não aplica em luta.. (seria o mesmo que ter a teoria de como andar de bicicleta, sem nunca ter andado em uma.
ou seja, você teoricamente sabe, mas se subir mesmo em uma, cairá)

Pra melhorar tem que treinar, aplicar, aplicar em luta e aumentar o ritmo, até que você consiga usar em uma luta real.
outra coisa que você pode fazer, é pedir ao seu professor, que lhe ensine a perder o medo, a treinar o psicológico.. Porque o medo, pode atrapalhar seu estilo/técnica e fazer você sucumbir.
Como diria uma passagem "O bravo não é quem não sente medo, mas quem vence esse medo"

A Partir de agora, comece a treinar sério, a usar uma técnica mais efetivamente, pra não ter problemas la fora, e conta aqui no site, sua experiência, compartilhe conosco!
Abraços, Bom Treino.
Posted by Diego Jorge de Oliveira On 23:47
Ola! aqui é o Janeazeas, dono do site, tudo bem?

Vamos começar falando que vou expor opiniões, fatos, críticas e outros em posts futuros...
Tudo que vou escrever aqui, você pode não concordar (ou talvez vá) o importante, é que você pode comentar/criticar/etc, quando quiser... então vamos lá!

O Tema de hoje, vai para "Linhagens", mas o que é Linhagem?

Linhagem na arte marcial, é claro, quando você escolhe a "família" do seu estilo, é quase como uma religião, onde se segue doutrinas próprias, métodos, treinos e técnicas próprias...
Não entendeu? vou expor de outro modo:

Imagine que academia da Linhagem do Mestre X, tenha certas regras como, não colocar a mão na cintura no meio do treino (demonstra respeito) e na Linhagem do Mestre Y, toda vez que você entra na academia, deve reverenciar o criador do estilo (que também demonstra respeito), ou na Linhagem Z, você tenha que fazer as duas coisas...
é como se cada academia tivesse regras diferentes

Pois bem, mas eu não quis esclarecer o tema, pelo simples fato de falar "isso está certo" ou "está errado", afinal, quem treina, sabe se quer ficar em um lugar regrado ou desregrado.

O Fato aqui, é qual a importância da Linhagem... e aí, você sabe?
A Linhagem consiste em apenas, saber que mestre/professor/regras você segue, mas isso não quer dizer que uma seja "Superior" a outra...
Claro, sempre haverá preferências, você pode preferir a Linhagem X, a Y ou até a Z, porém, não significa, que você sairá o Bruce Lee de lá
Em termos mais claros, sempre remete aquele pensamento:

Você pode treinar com o Bruce Lee ou com o Mendigo da esquina... se VOCÊ se empenhar, em ambos os casos, sairá um ótimo lutador/praticante/mestre/enfim.. caso contrário, mesma coisa... se não se empenhar, nem Bruce Lee te salva

Na verdade, isso se remete à vida também, tanto no trabalho, como no social, não importa com quem você anda ou com quem trabalha, desde que VOCÊ se empenhe.

Portanto, quer uma dica? SEMPRE se empenhe, independente do seu estilo, ou academia, ou mestre, enfim.
haverá sempre aqueles que falarão mal da sua Linhagem, mas não importa... treine o seu e deixe os dos outros em paz... porque o que realmente importa, é a sobrevivência nas ruas.

Um ótimo treino a todos os artistas marciais, mestres e entusiastas seja de qual estilo for.
Janeazeas
Posted by Diego Jorge de Oliveira On 18:03


Gishin Funakoshi

Funakoshi Gishin foi um mestre de Okinawa-te, nascido em Oquinaua no ano de 1868. Foi o principal divulgador da arte marcial pelo arquipélago japonês. Deixou como legado, além do caratê mundialmente conhecido, dois estilos, Shotokan e Shotokai. Seu falecimento deu-se m 1957, evento depois do qual, apesar dos grandes esforços despendidos, marcou ainda mais a fragmentação de sua arte marcial.

Biografia
Primeiros anos Gichin Funakoshi nasceu no atual distrito de Shuri, da prinvíncia de Oquinaua, em 1868, o mesmo ano da Restauração Meiji, quando o Reino de Ryukyu foi finalmente incorporado ao Império nipónico. Contra a manobra japonesa insurgiu-se formalmente a China, mas o processo se consolidou.
Naquele conturbado ambiente político, crescia Funakoshi, que era filho único e logo após seu nascimento foi levado para a casa dos avós maternos, onde foi educado e aprendeu poesia clássica chinesa. Algum tempo depois ele começou a frequentar a escola primária, onde conheceu outro garoto de quem ficou muito amigo. Esse garoto era filho de Yasutsune Asato, um dois maiores especialistas de Oquinaua na arte do caratê (à época ainda conhecido por tode ou Okinawa-te) e membro de uma das mais respeitadas famílias. Logo, Funakoshi começou a tomar suas primeiras lições. Como na época ainda, a prática de artes marciais do vetusto reino não eram muito bem vistas na região, os treinos eram realizados à noite, no quintal da casa de mestre Asato, onde se aprendia a socar, chutar e mover-se conforme os métodos praticados naqueles dias. O treinamento era muito rigoroso. O Mestre Asato tinha uma filosofia de treinamento que se chamava hito kata san nen, ou seja, «um kata em três anos». Funakoshi estudava cada kata a fundo e, só então quando autorizado pelo seu mestre, seguia para o próximo...
Enquanto praticava no quintal de Asato com outros jovens, outro reconhecido mestre de caratê, Anko Itosu, amigo de Asato, aparecia e os observava treinando os kata, quando aproveitava para fazercomentários sobre suas técnicas. Era uma rotina dura que terminava sempre de madrugada sob a disciplina rígida de mestre Asato, do qual o melhor elogio se limitava a uma única palavra: "Bom!". Após os treinos, já quase ao amanhecer, Asato falava sobre a essência do caratê.
Após vários anos, os treinos dedicados deram grande contribuição para a saúde de Funakoshi, que fora uma criança muito frágil e doentia. Ele gostava muito da rotina de treinamento, mas como não pensava que pudesse fazer dele uma profissão, inscreveu-se e foi aceito como professor de uma escola primária em 1888, aos 21 anos, aproveitando toda a cultura adquirida desde a infância quando seus avós lhe ensinavam os Clássicos Chineses. Esta deveria ser sua carreira a partir de então.

Uma lição para o mundo
Em 1957, Funakoshi tinha 89 anos de idade. Ele foi um professor de escola primária e um professor de caratê. Ele se mudou para o Japão em 1922 (o que não é um pequeno ato de coragem) e trouxe consigo o caratê, dando ao Japão algo de Oquinaua com seu próprio jeito pacifista. No processo, ele perdeu um filho, sua esposa, o prédio que seus alunos fizeram para ele, seu lar, e qualquer esperança de uma vida pacífica. Ele suportou duas grandes guerras que resultou em calamidade nacional, e ele treinou seus jovens amigos e conheceu suas famílias apenas para vê-los irem lutar e serem mortos pelas forças invencíveis dos Estados Unidos. Ele viu o Japão queimar, ele viu os antigos templos e santuários serem totalmente aniquilados, ele viu bombardeiros enegrecerem o Sol, e ele viu como um pilar de fumaça negra subia de cada cidade no Japão e envenenava o ar que ele respirava. Ele viu o Japão cair da glória para uma nação miserável, dependendo de suprimentos de comida e roupas dos seus conquistadores. O cheiro da fumaça e o cheiro dos mortos, os berros daqueles que foram deixados para morrer lentamente, o choro das mães que perderam seus filhos e esposas que nunca mais iriam ver seus maridos, o medo, o ruído ensurdecedor dos B-29's voando sobre sua cabeça aos milhares, os clarões como os de trovões por todo o país quando as bombas explodiam em áreas residenciais, os flashes de luz na escuridão, a espera no rádio para poder ouvir a voz do Imperador pela primeira vez, somente para anunciar a rendição, a humilhação de implorar comida aos soldados. Intermináveis funerais, famílias arruinadas e lares destruídos...
A lição mais importante que ele nos ensinou está expressa na história do modo que ele passou pelo dojô principal de Jigoro Kano. Caminhando pela rua, ele parou e fez uma pequena prece quando passou pelo Kodokan. E, se estivesse dirigindo um carro, ele tiraria seu chapéu quando passasse pelo Kodokan. Seus alunos não entenderam porque ele estaria rezando pelo sucesso do Judo. Ele explicou: "Eu não estou rezando pelo Judo. Eu estou oferecendo uma prece em respeito ao espírito de Jigoro Kano. Sem ele, eu não estaria aqui hoje".
Gichin Funakoshi, o "Pai do Caratê Moderno", faleceu no dia 26 de abril de 1957. No seu túmulo está gravada sua célebre frase: Karate ni sente nashi. O monumento está localizado no Templo Engakuji na cidade de Kamakura, Japão.

Contribuições
O mestre Funakoshi acreditava que o caratê seria uma arte marcial única, cuja linhagem poderia ser restreada conforme sua evolução ocorreu. Assim, ele enxergava as variações de estilo como variações da forma de ensinar a arte marcial. Este era um pensamento que era comungado por outros mestres, que relutavam em reconhecer um estilo próprio, como o mestre Kenwa Mabuni.
Ele planeou o seu sistema da caratê para refletir suas ideias, isto é, o caratê deveria formar o praticante de forma completa, como atleta, como pessoa e como cidadão. Por consguinte, ao nome do caratê foi adicionada a partícula — dô —, significando caminho.
Funakoshi travou intensa troca de conhecimentos com vários mestres (de várias escolas, estilos e artes marciais), com os quais buscou reunir-se. Da amizade com Jigoro Kano resultou a ampla divulgação do tode por todo o Japão. Com Funakoshi, e no fito de difundir sua arte marcial, consolidou-se a alteração do nome de tode/okinawa-te para karate/karatedo, que ajudou a romper limites e superar preconceitos.

O mestre também alterou os nomes tradicionais (em chinês ou oquinauense) de vários katas, para nomes japoneses. Dessarte, Kushanku tornou-se Kanku; Wanshu, Enpi; Rohai, Meikyo... Os kihons também passaram a ter nomes padronizados em japonês.
Posted by Diego Jorge de Oliveira On 21:03


Shuai jiao (chinês: 摔跤 ou 摔角; Pinyin: shuāijiāo; Wade-Giles: shuai-chiao), é um estilo de luta livre tradicional antigo originado na China há mais de quatro mil anos. Apresentando técnicas de projeções e quedas seguidos de golpes traumáticos, é um dos sistemas do wushu. O termo também é empregado na China para designar práticas modernas de wrestling.

História
Acredita-se que o shuai jiao tenha sido criado pelo lendário Jakus-Shu, e chegou na China através da Mongólia há mais de quatro mil anos. Surgiu do jiao di (Wade-Giles: chiao ti) antiga luta onde os guerreiros combatiam corpo-a-corpo em lutas de agarramento e quedas. Por tradição os guerreiros usavam um elmo com afiados chifres que eram arremetidos contra o oponente. Muitas vezes as lutas causavam a morte de seus contendores.

Como todos os sistemas de luta chinesa, era originariamente uma luta bastante popular e seus combates não tinham regras específicas, levando eventualmente os combatentes à morte.

A partir do final do século XIX foram introduzidas regras para competição esportiva. Actualmente tornou-se um desporto de competição na China e um dos mais praticados.





Posted by Diego Jorge de Oliveira On 19:44
Você pode procurar um estilo para conhecê-lo, usando a classificação abaixo:


Estilos de luta em Pé


Regular: BartitsuJeet Kune DoKarate Wado RyuKickBoxingKombatoKrav Magá,
Kung Fu - Sanda/SanshouNinjutsu

Prioriza Socos: Boxe, Karate Shotokan, Kung Fu - Dragão, Kung Fu - Garra de Águia,
Kung Fu - Wing Chun

Prioriza Chutes: Capoeira, Muay Thai, Tae Kwon Do



Prioriza Armas: Kenjutsu,


Estilos de luta usando Projeção
Aikido, Judo, Shuai Jiao


Estilos de luta no Solo


Estilos Saudáveis

Posted by Diego Jorge de Oliveira On 10:28

Tai chi chuan (em chinês: 太極拳 pinyin: Tàijí quán) é uma arte marcial interna chinesa, categoria nomeada em chinês de neijia (內家).
Este estilo de arte marcial é reconhecido também como uma forma de meditação em movimento. Os princípios filosóficos do tai chi chuan remetem ao taoísmo e à alquimia chinesa.
A relação de yin e yang, os cinco elementos, o ba gua (Oito Trigramas), o Livro das Mutações (I Ching) e o Tao Te Ching de Lao Zi são algumas das principais referências para a compreensão de seus fundamentos. Os textos clássicos do Tai Chi Chuan escritos pelos mestres orientam a:

Vencer o movimento através da quietude (Yi Jing Zhi Dong) 以靜制動
Vencer a dureza através da suavidade (Yi Rou Ke Gang) 以柔克剛
Vencer o rápido através do lento (Yi Man Sheng Kuai) 以慢勝快

O tai chi chuan tem suas raízes na China, sendo atualmente uma arte praticada no mundo todo. É apreciado no ocidente especialmente por sua relação com a meditação (tao yin) e com a promoção da saúde, oferecendo aos que vivem no ritmo veloz das grandes cidades uma referência de tranquilidade e equilíbrio. Yang Chengfu na postura do tai chi conhecida como chicote (tan pien), c. 1918.

Os criadores do tai chi chuan basearam sua arte na observação da natureza - não apenas na observação dos animais, mas no estudo dos princípios da interação entre os diversos elementos naturais. Como somos parte desta natureza, o conhecimento destes princípios e de como atuam dentro de nós, estudados pela medicina tradicional chinesa, revelam o tai chi como uma fonte efetiva de energia que encontra-se em nosso interior, situada na região do corpo nomeada pelos chineses de dantian médio.

As treze posturas fundamentais
Enquanto arte marcial, o tai chi chuan se baseia em treze conceitos fundamentais (shi san shi 十三势). Estas posturas/movimentos podem ser reconhecidos nas diversas formas praticadas pelos diferentes estilos. Cada escola interpreta estes conceitos com pequenas variações.
São conhecidas como as oito portas e os cinco passos (八門 五步), em chinês são denominadas: Peng, Lu, Ji, An, Cai, Lie, Zhou, Cao, Jin, Tui, Gu, Pan e Ding.

As oito portas (bā mén) se associam às oito direções representadas pelos oito trigramas do pa kua (py bā guà 八卦), elementos básicos na constituição do I Ching (py Yijing 易经 ).

  • Os quatro lados (si zheng 四正) 

Péng 掤 (aparar)
Lǜ 履 (desviar)
Jǐ 擠 (pressionar)
Àn 按 (empurrar)


  • Os quatro cantos (si yu 四隅)

Cǎi 採 (colher e puxar)
Liè 挒 (colher e quebrar)
Zhǒu 肘 (golpe de cotovelo)
Kào 靠 (golpe de ombro)

Os cinco passos (Wǔ bù) 五步 podem ser relacionados aos Cinco Elementos cósmicos (五行 py wǔ xíng) que fundamentam a medicina tradicional chinesa: madeira, fogo, terra, metal e água (木, 火, 土, 金, 水).
Jìn bù 進步 (avançar)
Tùi bù 退步 (recuar)
Zǔo gù 左顧 (olhar à esquerda)
Yòu pàn 右盼 (olhar à direita)
Zhōng dìng 中定 (equilíbrio central)

Os dez princípios essenciais
Conforme Yang Chengfu: Suspender a cabeça pelo topo com leveza e sensibilidade (xu ling ding jin) Esvaziar o peito (han xiong) e alongar as costas (ba bei) Relaxar a cintura (song yao) Distinguir entre o cheio e o vazio (fen xu shi) Relaxar os ombros [Chen Jian] e soltar os cotovelos (zhui zhou) Usar a mente e não a força muscular (yong yi bu yong li) Interligar os movimentos da parte superior e inferior do corpo (shang xia xiang sui) Unir o interior e o exterior (nei wai xiang he) Mover-se com continuidade, sem rupturas (xiang lian bu duan) Buscar a quietude dentro do movimento (dong zhong qiu jing)


Posted by Diego Jorge de Oliveira On 10:15

Hironori Otsuka (大塚 博紀 Otsuka Hironori) foi um mestre de caratê japonês. Nasceu em Shimodate, Ibaraki, no Japão, em 1° de 1892, e faleceu em Tóquio, no dia 29 de janeiro de 1982). Teve seus primeiros contactos com artes marciais treinando jiu-jitsu, modalidade em que obteve o 3° dan. Depois de treinar com o mestre Gichin Funakoshi, fundou o estilo Wado-ryu, que mescla os conceitos dos koryu tradicionais dos samurais (técnicas de nage e katame waza) de forma mais ostensiva dentro do caratê.


Biografia 
Nascido a 1º de junho de 1892, na cidade de Shimodate, em Ibaraki. Tornou-se o terceiro artista marcial a receber o 10º grau (dan) pela Federação Internacional de Artes Marciais, igualando-se aos mestres Kyuzo Mifune (judô) e Hakudo Nakayama (kendô). Em reconhecimento a seus serviços e seu legado, Otsuka recebeu do governo japonês a honrosa condecoração Quinta Ordem do Mérito (conhecida como "Cordão do Sol Nascente"). Otsuka começou a treinar jiu-jitsu aos seis anos de idade, com o mestre Tatsusaburo Nakayama. Aos 29, tornou-se mestre da arte e foi escolhido por Nakayama para ser seu sucessor.
Em 1° de junho de 1921, mestre Otsuka recebeu o título de menkyo kaiden, que lhe dava o direito de ensinar o estilo Shindo Yoshin-ryu de jiu-jitsu. Respeitado por seus conhecimentos em jiu-jitsu, Otsuka começou a praticar caratê aos 30 anos, em 1922, sob os auspícios do mestre Gichin Funakoshi. Em 1927, ele também criou um paradigma médico para o tratamento dos ferimentos ocasionados dos treinos nas artes marciais.
Por volta do ano 1928, Otsuka já se tinha tornado no instrutor assistente de Funakoshi, quando também já tinha entrado em contato com outros mestres (Choki Motobu e Kenwa Mabuni), pelo que treinou outras técnias de caratê e kobudo. Nessa época, surgiram desentendimentos em âmbito filosófico acerca dos caminhos que o caratê deveria seguir, levando à ruptura com o mestre Funakoshi, não sem antes este último lhe outorgar a permissão para criar seu próprio estilo, por volta de 1930.
Em 1934, o mestre fundou as bases do Wado-ryu, considerado primeiro estilo verdadeiramente japonês de caratê (por conter menos influências estrangeiras, principalmente chinesas, em relação aos outros estilos). As principais inovações introduzidas no caratê pelo mestre Hironori Otsuka foram as técnicas de esquiva (sabaki e nagashi), projeção e finalização (muito comuns no jiu-jitsu) e movimentação/troca de guarda (ten-i, ten-tai e ten-gui).
Outro princípio inovador lançado pelo mestre foi o yakussoku kumitê (luta combinada), que consiste numa técnica de simulação que permite aos caratecas o treino de situações de projeção, esquiva, imobilização, finalização, defesa, ataque e contra-ataque. Mesmo com idade avançada, Hironori Otsuka manteve-se ativo e inteiramente dedicado à difusão dos princípios do Wado-ryu. O mestre focou boa parte de seus esforços no ensino do estilo em universidades japonesas, como a Universidade Tokyo-Nodai e a Tokyo Dental College.
Hironori Otsuka morreu no dia 29 de janeiro de 1982, aos 89 anos, em Tóquio.
Posted by Diego Jorge de Oliveira On 10:07


Wado-ryu (em japonês: 和道流, wadō-ryū)[a] é um estilo de caratê, criado pelo mestre japonês Hironori Otsuka, em 1932, no qual são mescladas técnicas do estilo Yoshin-ryu jiu-jitsu dentro da forma ensinada pelo mestre Gichin Funakoshi, quando da ruptura entre os dois mestres. Estima-se que haja cerca de 600.000 praticantes em todo o mundo. A sede Wado-kai está localizada em Tóquio, no Japão. A entidade já foi presidida por Ryutaro Hashimoto, ex-primeiro-ministro japonês e faixa preta.

História 
O mestre Otsuka graduou-se experto do estilo Shindo yoshin-ryu de jiu-jítsu, que começou a treinar ainda com a idade de treze anos, por cerca de 1905. Esta escola tradicional (ou koryu), criada por Katsunosuke Matsuoka, é uma das ramificações do vetusto estilo Yoshin-ryu. Matsuoka tinha estudado Jikishin kage-ryu kenjutsu, Hokushin itto-ryu kenjutsu, Tenjin shinyo-ryu jujutsu e na academia Bakufu kobusho, que era a instituição oficial no período Edo.
O estilo Yoshin-ryu, por seu turno, fora criado pelo mestre Yoshitoki Akiyama nos idos da década de 1530, aparentemente depois de uma epifania equanto meditava sobre a resistência da árvore de salgueiro debaixo duma nevasca. Entrementes, sua evolução, o estilo teria sido ensinado ao mestre Matsuoka por Hirotuska Totsuka, que o utilizou como espeque de sua própria evolução e da criação de seu estilo peculiar.

Seguindo a linhagem de ensino, Matsuoka tomou por apedeuta a Matakichi Inose; este a Tatsusaburo Nakayama, que foi mestre de Hironori Otsuka. Em 1917, Otsuka teve com Morihei Ueshiba e se tornaram amigos. Em 1921, Otsuka recebeu o grau de mestre de jujutsu. Em 1922, Otsuka tornou-se aluno de mestre Funakoshi. Com dedidação aos treinamentos, logo galgou grau de mestre de caratê, mas como já tinha uma visão própria de como a arte marcial deveria evoluir, levou-se à cisão e à criação de um estilo particular, no qual as técnicas de tai sabaki, nage waza, ukemi waza tivessem maior relevo, pois, segundo a observação de Otsuka, o currículo composto por inúmeros kihon, a despeido de aprimorar o condicionamento físico, não tinham muito emprego prático num embate real.

Por volta de 1929, Otsuka já tinha composto um currículo básico de futuro estilo, o qual era uma quimera baseada no seu estilo de jiu-jitsu e da variação do estilo Shorin-ryu ensinado pelo mestre Funakoshi. O que deixa esse aspecto mais aparente são, por parte do jiu-jitsu, a tendência a uma luta mais fechada com o oponente e, por parte do caratê, o maior foco nas técnicas contundentes e lista de kata, quinze. Foram desenvolvidas sequências de luta combinada, ou yakussoku kumite, para o treinamento das técnicas e, no decorrer, o mestre Otsuka passou a treinamento livre de luta, jiu kumite e shiai kumite, com os alunos.

Nessas sessões de luta, eram utilizados os coletes desenvolvidos para o treinamento de kendo, no fito de promover protecção aos praticantes. Do aiquidô, posto que subtilmente, a influência mostrou-se no nome adoptado, que à semelhança da arte de Ueshiba, o termo «harmonia» faz parte da denominação do estilo.
E, na mesma trilha, as características do pouco uso de energia própria, o pouco esforço físico, e do uso de esquivas e controlo do oponente, que são marcantes no aiquidô, fazem parte da proposta do estilo wado-ryu.
A metodologia adoptada pelo mestre Otsuka acabaria por afastar seu estilo marcial tanto do jiu-jitsu, que era muito mais suave, e do caratê shorin, que era muito linear e mais rígido. Esse factor também cumpriu o papel de promover a dissensão em relação mestre Funakoshi, que acreditava que a repetição constante dos kata era suficiente para o aprendizado do caratê e a prática de kumite era muito arriscada. Entretanto, Otsuka manteve estreito contacto com outros mestres, como Kenwa Mabuni e, pricipalmente, Choki Motobu, para quem o kumite deveria ser um parte importante do treino, em cujo escopo está inserta a fixação dos conhecimentos.
As visões do mestre Funakoshi, de origem oquinauaense, querendo uma modalidade mais esportiva e educacional, para o desenvolvimento do aspecto cívico do carateca, e de Otsuka, de origem nipônica e herdeiro de uma tradicional linhagem, com um abordagem mais achegada aos valores marciais tradicionais (budo), distanciaram-se sobremaneira, pelo que o mestre oquinauense achou por bem despedir-se marcialmente do aluno, pois a arte deste já não era mais Shotokan.
Em 1934, o estilo foi formalmente reconhcido como apartado do Shotokan e registrado no Butoku-kai.
Em 1935, finalmente Otsuka despediu-se de Funakoshi.
Após a morte do fundador, o estilo cindiu-se em três principais linhagens: Wado-ryu Renmei, Wado-ryu Kokusai e Wado-kai.

Características 
Wado significa, em tradução literal para o português, "caminho (do) da paz e harmonia (wa)". Em 1940, mestre Hironori Otsuka fundou a Wado-kai (kai = organização), com o objetivo de consolidar as diretrizes e garantir a padronização das técnicas do Wado-ryu (ryu = estilo). O estilo se diferencia dos demais pela ênfase no emprego de técnicas de esquiva (sabaki e nagashi), projeção — mais comuns no judô, no aiquidô e jiu-jitsu — e movimentação/troca de guarda (ten-i, ten-tai e ten-gui). Isso se deve ao fato de mestre Otsuka ter-se graduado em judô e kendo. Não que no caratê tradicional essas técnicas não existissem, como mestre Funakoshi exemplificou codificando oito movimentos de projeção, mas devido ao facto de os mestres caratê naquela época estarem buscando mais as raízes do kenpo na China, os golpes de atemi eram mais valorizados.

No estilo, as técnicas de defesa (ukewaza) são fortemente baseadas na esquiva e na movimentação de quadril, em detrimento dos bloqueios simples feitos com os braços e as mãos. Já o ataque é lançado quase simultaneamente à defesa, visando aproveitar ao máximo a força usada pelo adversário na agressão, pois um dos princípios é obter o máximo de eficiência com o mínimo gasto de energia: o kiai, no sentido de harmonizar o fluxo de energia entre os adversários, também recebe especial atenção. Outro diferencial marcante é a prática do yakussoku kumite, ou luta combinada, que consiste em simulação de combate na quak se permite aos lutadores o treino de situações de projeção, esquiva, imobilização, finalização, defesa, ataque e contra-ataque.

Dojo kun
São os preceitos éticos a serem praticados pelo carateca. Respeito acima de tudo Polidez de caráter Sinceridade Espírito de esforço e perseverança Conter o espírito de agressão. Um carateca deve introduzir em suas atitudes o dojokun para alcançar um equilíbrio entre mente, corpo e alma, e assim conseguir enfrentar seu dia a dia com dignidade.


Posted by Diego Jorge de Oliveira On 09:54

Shotokan (松涛館) é um dos estilos de caratê que surgiu dos ensinamentos ministrados pelo mestre Gichin Funakoshi e por seu filho, Yoshitaka Funakoshi. O repertório técnico do estilo foi baseado no do Shorin-ryu, mas, devido aos estudos empreendido pelo filho do mestre e sua influência, várias técnicas foram incorporadas e/ou modificadas, de modo a refletir o escopo almejado, que era o de valorizar mais o lado desportivo e físico como forma de promover o desenvolvimento pessoal. Mestre Funakoshi em princípio não denominou o que ele ensinava de um estilo próprio, mas, antes de tudo, afirmava que ensinava caratê. Por outro lado, é certo que ele ensinava a arte marcial de acordo com sua visão e entendimento particulares sobre a mesma, mas isso seria explicado — também segundo o próprio mestre comentava — como uma consequência natural, pois vários professores ensinariam uma mesma disciplina de modos diferentes. Entretanto, alguns de seus alunos, como forma de o homenagear, manufaturaram uma placa com a inscrição Shotokan, eis que Shoto era a alcunha que o mestre assinava suas obras, pelo que o dojô passou a ser conhecido como "casa de Shoto". A despeito de outros mestres tentarem antes e contemporaneamente, foi o estilo de mestre Funakoshi que logrou êxito em vencer as barreiras culturais opostas a Oquinaua e difundir o caratê pelo resto do Japão, modificando nomes de técnicas e adaptando outras.

Características 
O estilo Shotokan caracteriza-se por bases fortes e golpes no corpo inteiro. Os giros sobre o calcanhar em posição baixa dão fluidez ao deslocamento e todo movimento começa com uma defesa. Este é um estilo em que as posições têm o centro de gravidade muito baixo, e em que a técnica de um "simples" soco direto, dificil de ser dominada, quando a técnica é dominada o seu poder é incrível e quase sobre-humano. Alguns tendem a classificá-lo como uma evolução do estlio shuri-te ou shorin-ryu. Entretanto, há divergências porque as bases do shotokan são precipuamente baixas, enquanto que em shuri-te são altas. Ademais, há golpes como mae geri e ushiro geri, que não são comuns nos estilos shorin, mas estão presentes no estilo de Funakoshi.
Neste estilo são levados a sério fatos como: a concentração e o estado de espírito, pois sem concentração e um estado de espírito leve porem determinado a técnica de pouco servirá, devendo estes dois atributos expandirem-se com a pratica e determinação.


Competições 
A busca de vitórias em competições não é o principal objetivo do caratê tradicional. As competições são um meio que permitem ao praticante fazer uma autoavaliação técnica e emocional. Vencer ou perder numa competição não é o mais importante, o relevante é o crescimento como lutador e como pessoa que ela proporciona. A prática nunca foi bem vista pelos mestres, chegando a ser peremptoriamente desetimulada por Mestre Funakoshi. A despeito de severas reticências, a competição foi paulatimente se fixando na seara do caratê. Ainda assim, o cerne exigido dos lutadores é a eficiência na execução dos movimentos, ou seja, a dinâmica corporal utilizada para se aplicar os golpes, e não tão somente a velocidade ou o contato. Não basta acertar o alvo, é preciso fazê-lo da forma correta, baseado nos fundamentos técnicos. Isso exige um grande domínio físico e mental, e também estimula a busca pelo aperfeiçoamento pessoal e pelo refinamento da técnica. "Perder-se na beleza dos movimentos ou apenas buscar pontos numa luta não levam à perfeição!" Numa competição de caratê tradicional não há divisão de pesos. O lutador cujo físico é pequeno poderá vencer o grande, se estiver bem preparado. Ele deverá estar disposto a enfrentar qualquer adversário, seja qual for o seu tamanho. As modalidades de competição são: Kata individual - Apresentação individual de kata: Durante as fases eliminatórias, dois competidores executam o mesmo kata (que é escolhido pelo árbitro central) lado a lado, e o vencedor é aclamado pelos árbitros através de bandeiras. Kata em equipe - Apresentação de kata e respectiva aplicação (bunkai) em equipes de três pessoas: Após a apresentação do kata, a equipe deverá apresentar uma aplicação para as técnicas do kata escolhido. A decisão é sempre tomada por nota. Kumite individual - Combate individual. Kumite em equipe - Combate em equipes de cinco pessoas: A cada luta são somados os pontos de cada lutador aos pontos de sua equipe. Será vencedora a equipe que obtiver o maior número do pontos ao final da última luta. Enbu - Teatro marcial: Apresentação de aplicações de técnicas em duplas. A decisão é tomada por nota dos árbitros. Fuku Go - Disputa individual que engloba kata e kumite, alternando a cada rodada: A ITKF instituiu o Kitei como kata oficial das competições de Fuku Go, para permitir as disputa direta (lado a lado) de competidores de estilos diferentes.